Política

Doria atira no chão flores dadas por ciclista

Renato S. Cerqueira/ Futura Press/Estadão Conteúdo

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), jogou no chão flores oferecidas por uma ciclista “em homenagem aos mortos nas marginais”, neste domingo (30), na saída da inauguração do centro cultural Japan House, na avenida Paulista.

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Segundo a assessoria da Prefeitura, “o prefeito reagiu a um gesto invasivo e desnecessário”.

Em entrevista a emissoras de TV, a ciclista e produtora de vídeos Giulia Grillo disse que resolveu fazer o gesto por se sentir “desprotegida”. “Se ele tirar as ciclovias, como ele quer, nós vamos correr muito risco. Para nós, é muito difícil. Eu ando de bicicleta, atravesso São Paulo, é meu único meio de transporte. Os motoristas estão começando a ficar com raiva dos ciclistas, isso é muito perigoso. Nós somos frágeis diante de um carro, um ônibus, um táxi.”

O local teve presença de vários ciclistas, e um deles chegou a abordar Doria antes do incidente, pedindo que o prefeito não tirasse as ciclovias. “Nós precisamos. Não tire a [ciclovia] da Consolação. Coloque ciclorrotas nas outras ruas, não na Consolação”, afirmou o homem, cumprimentando o prefeito. Doria ouviu a solicitação e depois agradeceu a moradores que o parabenizaram no local.

No último dia 20, Doria afirmou que faria mudanças no mapa de ciclovias, trocando algumas delas por ciclorrotas –onde o tráfego das bicicletas é compartilhado com os carros– e extinguindo outras. O prefeito citou a ciclovia da Consolação como uma que poderia ser extinta; quatro dias depois, o secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, disse que a retirada ainda está em estudo.

Marginais

Neste ano, a CET registrou oito mortes nas marginais do Tietê e Pinheiros. De acordo com a companhia, mais de 80% dos acidentes com vítimas nas marginais envolvem motos.

As pistas das marginais do Tietê e do Pinheiros tiveram o limite de velocidade aumentado em 25 de janeiro, aniversário da capital, seguindo promessa de campanha de Doria.

No domingo passado (23), um motociclista morreu, também na marginal do Tietê, quando a moto que ele conduzia fazia a transição da pista central para a pista local da via, no sentido Castelo Branco, e bateu em um carro.

Em entrevista à imprensa na quarta-feira (26), Doria descartou que os acidentes nas marginais do Tietê e do Pinheiros tenham relação com o aumento da velocidade nas pistas.

“Nenhum dos acidentes até aqui têm relação direta com o aumento da velocidade na via expressa. Todos por imprudência, lamentavelmente. Inclusive desse pedestre [Manoel Eurípedes de Sousa, morto após ser atropelado duas vezes na marginal do Tietê na madrugada do dia 25], que cruzou a marginal não se sabe por quê. Não se cruza a marginal porque ela não liga nada a coisa nenhuma. Não há razão nenhuma para um pedestre cruzar a marginal, exceto por absoluta imprudência”, disse o prefeito. Com informação UOL

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