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Pattaya: a capital do sexo

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Em algum lugar do mundo deve existir uma cidade de reputação pior, um local mais dedicado à indústria do sexo e mais notório como refúgio de criminosos em fuga. Mas provavelmente não.

Quando a noite chega a este local praiano, um mar de luzes rosa de neon lança um brilho sobre os rostos com espessa maquiagem de milhares de mulheres (e alguns homens) sentadas em bancos de bares, esperando clientes.

Se Las Vegas é a cidade do pecado, Pattaya representa um abraço de Lúcifer em pessoa.
E mesmo assim, em meio às vielas repletas de bares e uma praia povoada com o que os tailandeses chamam eufemisticamente de “mulheres de serviço”, há sinais de mudança.

Mulher de biquíni tenta atrair clientes em bar da Walking Street, em Pattaya (Foto: Justin Mott / The New York Times)

Pattaya possui um número cada vez maior de restaurantes chiques, um festival anual de música e, talvez o mais improvável, torneios regulares de pólo.

Há tempos considerada uma cidade corrompida, Pattaya está ganhando respeitabilidade.
A duas horas de carro de Bancoc, Pattaya era pouco mais que uma vila de pescadores há quatro décadas, quando soldados americanos lutando na guerra do Vietnã descobriram uma baía intocada cercada por corais. Dezenas de milhares de soldados solitários armados com dólares buscavam uma pausa da guerra num país de pobreza relativa, policiamento fraco e uma postura historicamente tolerante em relação à prostituição. O resultado era previsível.

Pattaya sobreviveu à partida dos soldados expandindo seu turismo sexual. Visitantes na Tailândia na década de 1970 recebiam folhetos, no aeroporto de Bancoc, mostrando fotos de companhias disponíveis. O quiosque no aeroporto não existe mais, mas o negócio continua ativo: durante pelo menos a década passada, os homens têm ultrapassado as mulheres no turismo tailandês. Eles perfazem cerca de 60% dos visitantes estrangeiros daqui, frente a 52% da respeitadora vizinha Cingapura.

Nos últimos anos, porém, a indústria do turismo em Pattaya buscou diversificar sua base de clientes. Os gerentes dos hotéis aprenderam que, apesar das piadas sobre as indústrias à prova de recessão, depender exclusivamente de uma clientela ocidental masculina não era muito sábio quando as economias dos EUA e Europa estavam em baixa.

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O governo está estimulando o reposicionamento de Pattaya ao desenvolver um plano geral para a cidade, incluindo um monotrilho para ajudar a aliviar os congestionamentos, um litoral redesenhado e uma linha férrea de alta velocidade até Bancoc. O plano espera aprovação do Gabinete tailandês.

A polícia também diz estar tentando limpar a imagem da cidade. “Existem pessoas que dizem que Pattaya é o paraíso dos criminosos”, disse o coronel Atiwit Kamolrat, chefe da polícia de imigração da província. “Agora será impossível eles se esconderem aqui”.

Você fala de desenvolvimento sustentável, mas e quanto às prostitutas? Elas estão aqui há muito tempo. Não podemos fechar os bares de strip-tease. Este é um país livre. Além disso, eles geram dinheiro”
“Achávamos que Amsterdã era a capital mundial do sexo”, disse Bidenko. “Mas agora que estive aqui, considero Amsterdã uma cidade absolutamente respeitável”.

Com informação do G1.

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