Fóssil de peixe pré-histórico é descoberto em Mato Grosso
1 mês atrás

Uma nova descoberta paleontológica em Mato Grosso trouxe à luz uma espécie rara de peixe pré-histórico que viveu há cerca de 254 milhões de anos. O fóssil, encontrado no município de Alto Garças e apresentado em um estudo com a participação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), está excepcionalmente preservado, permitindo um olhar raro sobre a vida no continente sul-americano durante o Permiano Superior.
O peixe, classificado como Leolepis, pertencia ao grupo dos peixes de nadadeiras raiadas, que representa cerca de 96% das espécies de peixes atuais, como atum e salmão. Medindo aproximadamente 15 centímetros, apresentava um corpo protegido por escamas formadas por dentina e esmalte, materiais semelhantes aos encontrados nos dentes humanos. O grau de preservação do fóssil é notável, já que muitos peixes desse período são conhecidos apenas através de fragmentos ou dentes.
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Além de ser o peixe de nadadeiras raiadas do Permiano mais bem preservado em Mato Grosso, o achado é considerado raro em uma perspectiva global. Os pesquisadores acreditam que Leolepis se alimentava de pequenos invertebrados e vegetação, o que ajuda a reconstituir o ecossistema existente antes da extinção Permo-Triássica, que causou a perda de cerca de 95% das espécies marinhas.
A descoberta do fóssil ganha ainda mais importância por sua proximidade com a cratera de impacto de Araguainha, a maior da América do Sul. A pesquisadora Valéria Gallo, do Departamento de Zootecnia da Uerj, destaca que a preservação do exemplar pode auxiliar na identificação de sua presença em outras áreas e no estabelecimento de novas correlações geológicas.
Com informações de Agência Brasil.
