Indústria e trabalhadores criticam redução tímida da Selic e pedem ações mais contundentes

1 minuto atrás

Foto: Rossinei Franco / Pexels

A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de diminuir a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano, gerou descontentamento entre representantes da indústria e dos trabalhadores. Para essas entidades, a redução de 0,25 pontos percentuais é insuficiente para aliviar as dificuldades financeiras enfrentadas por empresas e famílias, sendo classificada como "tímida".

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou sua insatisfação, afirmando que a decisão do Copom demonstra um excesso de prudência diante da recente queda da inflação, que atingiu 4,22% em 12 meses até agosto. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância de continuar a trajetória de cortes na Selic, argumentando que manter a taxa em patamares elevados impõe um peso excessivo sobre a economia. "Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta", completou.

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também se manifestou, enfatizando que, embora a redução seja um passo importante, ainda está longe de ser suficiente. Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora da CUT, ressaltou que a Selic afeta diretamente o custo de empréstimos e financiamentos, e um corte mais agressivo poderia facilitar condições de crédito mais favoráveis, impulsionando o consumo e investimentos.

A Força Sindical, por sua vez, não poupou críticas à decisão do BC, chamando o corte de "um balde de água fria" e lamentando a oportunidade perdida de realizar uma redução mais significativa na taxa de juros. A entidade argumentou que juros elevados não apenas limitam o crescimento econômico, mas também concentram renda nas mãos de banqueiros, sufocando o consumo das famílias e a confiança dos empresários.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reconheceu de forma positiva a redução, mas destacou a necessidade de continuidade nas ações. O presidente da CBIC, Eduardo Almeida, alertou que a Selic ainda se encontra em patamares muito elevados, restringindo a recuperação do crédito e a capacidade de investimento do setor. Almeida pediu um ambiente macroeconômico mais estável para fomentar a redução dos juros de forma sustentável, especialmente em um setor que depende intensamente de crédito e planejamento a longo prazo.

Com informações de Agência Brasil.

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