Economia brasileira sofre nova queda de 0,4% em julho, aponta FGV

12 horas atrás

Foto: Nataliya Vaitkevich / Pexels

A economia brasileira registrou uma queda de 0,4% na passagem de junho para julho, segundo o Monitor do PIB, estudo mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta quinta-feira (17). Este resultado marca o segundo mês consecutivo de retração, após um recuo ainda mais acentuado de 1% em junho. Este panorama difícil acende um alerta sobre a saúde econômica do país, que enfrenta uma série de desafios internos e externos.

A pesquisa do Ibre, que analisa dados sobre a produção de bens e serviços em setores como indústria, comércio e agropecuária, leva em consideração ajustes sazonais para proporcionar uma comparação mais clara entre diferentes períodos. Em contraste com o mesmo mês de 2025, julho de 2026 apresentou um crescimento de 1,3%, e, no acumulado de 12 meses, a variação positiva foi de 1,8%, embora o índice tenha caído em relação aos 2,2% observados em junho.

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Juliana Trece, economista e coordenadora da pesquisa, caracteriza o cenário como "desafiador", apontando a combinação de inflação alta e taxas de juros elevadas como fatores que impactam negativamente a economia, além do endividamento crescente das famílias. Entre as causas externas, a especialista destacou as tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos a parte das exportações brasileiras e a volatilidade dos preços do petróleo, especialmente agravada pela instabilidade no Oriente Médio.

O estudo também revelou que o consumo das famílias, que corresponde a mais de 60% do PIB, cresceu 0,4% no trimestre móvel até julho, a marca mais baixa desde o final de 2025. Em contraste, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), um indicador importante de investimentos na economia, mostrou um crescimento de 1,4% no mesmo período, representando a quarta expansão consecutiva. Até julho, o PIB acumulado foi estimado em R$ 7,853 trilhões, o que reforça a necessidade de atenção às respectivas áreas de investimento.

O Monitor do PIB funciona como um termômetro da economia brasileira, complementado por outros estudos como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que também indicou um recuo em julho, embora com uma projeção de crescimento de 1,5% em 12 meses. A divulgação do PIB oficial pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acontece trimestralmente, com o próximo resultado agendado para o dia 2 de dezembro. Enquanto as expectativas para o final de 2026 continuam a pender para um crescimento de 1,89%, os economistas permanecem em alerta para a evolução das variáveis que influenciam a economia nacional.

Com informações de Agência Brasil.

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