Dólar atinge R$ 5,17 e Ibovespa desaba sob pressão externa e eleitoral
2 semanas atrás

A cotação do dólar comercial subiu nesta quarta-feira (23) e chegou a R$ 5,169, refletindo uma valorização de 1,27% em relação ao dia anterior. O fortalecimento da moeda estadunidense no exterior, somado às incertezas políticas no Brasil e à alta do petróleo, impulsionaram essa alta. Às 14h40, a divisa chegou a atingir a máxima de R$ 5,177 durante a negociação.
Nos Estados Unidos, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar, registrou uma alta de cerca de 0,54%, elevando-se para 101,090 pontos, o que representa o maior nível desde julho. Esse movimento foi guiado pela divulgação de dados econômicos que mostraram um crescimento no índice de gerentes de compras (PMI), que avançou de 56 para 58,4 em setembro, confirmando a expansão da atividade econômica. Com a expectativa de juros mais altos por um período prolongado, os rendimentos dos títulos do Tesouro permaneceram elevados, tornando os investimentos em dólar mais atraentes.
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Enquanto isso no Brasil, a bolsa de valores também sentiu o impacto das oscilações no mercado internacional. O Ibovespa fechou o dia com uma desvalorização de 0,86%, situando-se em 185.814 pontos, após ter registrado um pico de 188.772 pontos. Apesar da queda nesta quarta-feira, o índice ainda acumula uma alta de 4,73% no mês. A pressão veio não apenas da alta do dólar, mas também de um cenário eleitoral tumultuado que tem gerado incertezas no mercado.
O movimento negativo em Wall Street refletiu a preocupação com os rendimentos dos títulos públicos, que ultrapassaram 5% ao ano pela primeira vez desde 2007. Os índices Dow Jones e S&P 500 caíram respectivamente 0,68% e 0,75%. As ações de tecnologia, mais suscetíveis a variações nas expectativas de juros, sofreram particularmente com essa alta nos rendimentos.
A alta do petróleo também contribuiu para a manutenção da pressão inflacionária global. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 2,84%, atingindo US$ 98,12, enquanto o WTI avançou 1,81%. As tensões entre Estados Unidos e Irã e a falta de avanço nas negociações sobre o conflito no Oriente Médio elevaram as preocupações entre os investidores, ampliando as incertezas sobre a oferta e os preços dos combustíveis. Com isso, o cenário econômico global se torna ainda mais desafiador, pressionando as economias emergentes, como a brasileira.
Com informações de Agência Brasil.
