Brasil registra déficit de US$ 5,1 bilhões em contas externas em agosto

1 semana atrás

Foto: Audy of Course / Pexels

O Brasil enfrenta um cenário desafiador nas suas contas externas, com um déficit de US$ 5,1 bilhões registrado em agosto deste ano, conforme divulgou o Banco Central nesta segunda-feira (28). Esse valor superou o déficit de US$ 3,8 bilhões verificado no mesmo mês de 2022, evidenciando uma ampliação nas despesas do país, mesmo diante de uma melhora na balança comercial.

Se considerarmos os últimos 12 meses, o déficit das transações correntes acumulou US$ 63 bilhões, o que representa 2,47% do PIB. Isso também reflete o aumento significativo nos gastos com serviços e nas remessas de lucros e dividendos ao exterior. A balança comercial, embora tenha apresentado um superávit de US$ 6,6 bilhões em agosto, uma alta em relação aos US$ 5,3 bilhões do ano passado, não foi suficiente para compensar o crescimento do déficit.

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No aspecto das exportações, o Brasil enviou bens ao exterior totalizando US$ 33,3 bilhões, um crescimento impressionante de 12,1% na comparação anual. Em contrapartida, as importações cresceram 9,4%, atingindo US$ 26,7 bilhões. O que se destaca, porém, é o déficit na conta de serviços, que chegou a US$ 5,3 bilhões, evidenciando um aumento de 28,2% se comparado a agosto de 2022. Os níveis mais altos de despesas líquidas foram registrados nos setores de transporte e telecomunicações, claramente impactando as contas do país.

Além disso, a conta de renda primária também apresentou um déficit, totalizando US$ 7 bilhões, em comparação aos US$ 5,4 bilhões de 2022, resultado das crescentes despesas líquidas com lucros e dividendos, que somaram US$ 5,9 bilhões. Em contrapartida, os investimentos diretos no Brasil, considerados como um financiamento de melhor qualidade, tiveram um ingresso líquido de US$ 7,4 bilhões em agosto, alcançando US$ 86,6 bilhões em um ano.

As reservas internacionais do país também mostraram uma leve melhoria, somando US$ 372,6 bilhões, o que representa um aumento de US$ 2,9 bilhões em relação ao mês anterior. Essa elevação é atribuída, segundo o Banco Central, à valorização das moedas em relação ao dólar e aos rendimentos das aplicações dessas reservas. Em uma revisão das estatísticas do setor externo, o déficit de 2025 foi ajustado para US$ 67,4 bilhões,
confirmando a necessidade de monitoramento contínuo das contas externas do Brasil em um ambiente global sempre em transformação.

Com informações de Agência Brasil.

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