Renegociação do Desenrola Adimplentes é prorrogada até 26 de outubro

1 semana atrás

Foto: Guilherme Pedrosa / Pexels

O programa Desenrola Adimplentes, voltado para trabalhadores informais com dívidas em dia ou com atrasos de até 90 dias, acaba de ganhar um fôlego extra. A prorrogação do prazo de renegociação foi anunciada pelo governo e agora se estenderá até o dia 26 de outubro. Essa extensão foi impulsionada por uma medida provisória ligada ao Desenrola 3.0, a nova fase do programa, que visa facilitar a quitação de dívidas para cidadãos que enfrentam dificuldades financeiras.

Inicialmente, o programa tinha um prazo de 90 dias, que se encerraria na semana passada. No entanto, devido a atrasos operacionais na implementação, como mudanças nas regras de participação solicitadas por instituições financeiras, o governo decidiu reavaliar a situação. As renegociações começaram efetivamente somente em 10 de agosto, após obstáculos que limitaram a adesão das instituições participantes.

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O Desenrola Adimplentes permite que os trabalhadores informais renegociem até R$ 15 mil em dívidas sem garantias, com taxas de juros que podem chegar a apenas 1,99% ao mês. Para entrar no programa, o cliente precisa ter quitado ao menos quatro parcelas do financiamento, e é necessário que os pagamentos estejam em dia ou que o atraso não ultrapasse os 90 dias. Com a taxa média atual para operações desse tipo em torno de 7% ao mês, as condições oferecidas pelo programa oferecem um alívio significativo aos envolvidos.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a proposta busca auxiliar trabalhadores informais que muitas vezes não conseguem comprovar renda e, assim, têm acesso a linhas de crédito com juros elevados. No entanto, a iniciativa não foi isenta de desafios, pois desde seu lançamento, muitos bancos mostraram resistência em participar, avançando apenas com a portabilidade de crédito como um incentivo para aumentar a adesão.

Com essa prorrogação, o governo espera que mais trabalhadores informais consigam se beneficiar do programa e reorganizar suas dívidas em condições mais favoráveis, ampliando, assim, o acesso a crédito mais justo e melhorando a situação financeira desse público vulnerável.

Com informações de Agência Brasil.

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