Petrobras garante fornecimento de gás dos EUA por 22 anos
42 minutos atrás

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (29) um significativo acordo de longo prazo com a empresa americana Cheniere Marketing para a compra de Gás Natural Liquefeito (GNL) que se estenderá por 22 anos. O contrato estabelece a aquisição de 800 mil toneladas de GNL por ano, uma medida que visa proporcionar maior segurança e flexibilidade à estatal no atendimento às suas demandas energéticas.
Esse é o segundo contrato celebrado pela Petrobras em um intervalo de aproximadamente um mês; em agosto, a empresa já havia fechado um acordo similar com a Sempra Infrastructure, também para 800 mil toneladas anuais durante 20 anos. Esses acordos refletem a crescente demanda por gás natural no Brasil, que é utilizado tanto como combustível para termelétricas quanto como insumo para diversas indústrias e residências.
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A importação de GNL é uma estratégia crucial para a Petrobras, especialmente considerando a volatilidade do mercado spot de gás natural, onde os preços podem variar drasticamente devido a fatores econômicos e climáticos. Com a nova aquisição, a empresa busca minimizar sua exposição a essas flutuações, mantendo uma gestão de riscos mais robusta em seu portfólio de gás natural.
O GNL é produzido através do resfriamento do gás a temperaturas extremamente baixas, resultando em um volume que é 600 vezes menor que o do gás em sua forma gasosa, tornando o transporte por navios viável, mesmo sem gasodutos. A Cheniere Energy, subsidiária da vendedora Cheniere Marketing, é a principal produtora e exportadora de GNL dos EUA, operando os terminais de liquefação em Sabine Pass e Corpus Christi, localizados na Louisiana e Texas, respectivamente.
Essas parcerias não apenas garantem o fornecimento de gás para as termelétricas e para o mercado interno brasileiro, mas também fortalecem a posição da Petrobras frente a um mercado global de energia cada vez mais competitivo. Desde o início do ano, a empresa tem implementado estratégias para diversificar suas fontes de energia e garantir um suprimento estável e a preços competitivos.
Com informações de Agência Brasil.
