EUA cancelam vistos de autoridades latino-americanas, incluindo procurador da Bolívia
16 segundos atrás

Os Estados Unidos tomaram a decisão de revogar os vistos de 26 autoridades e empresários de países da América Latina, como Peru, Colômbia, Equador e Bolívia. Entre os atingidos está o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, que conduz uma investigação sobre Fernando Cerimedo, um controverso operador digital argentino. Cerimedo, que atuou como consultor político de presidentes aliados de Donald Trump, se encontra sob investigação por várias acusações, incluindo tentativa de feminicídio e suposto envolvimento em tráfico de drogas.
O Departamento de Estado dos EUA justificou o cancelamento dos vistos como parte de uma ação mais ampla para combater a corrupção e narcotráfico na região, em uma iniciativa relacionada ao Escudo das Américas, proposta originalmente por Trump. O procurador Mariaca, no entanto, descreveu a decisão como uma violação da soberania boliviana e reafirmou seu compromisso em continuar com as investigações, independentemente de pressões externas. Ele destacou que não aceitará que acusações sem fundamentos interfiram nas ações do sistema judiciário do país.
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Cerimedo, que ganhou notoriedade no Brasil após alegações infundadas de fraude nas eleições presidenciais de 2022, é considerado uma figura chave em uma extensa rede digital que apoia políticos de direita na América Latina. A polybência da polícia boliviana também descobriu uma “fazenda de cliques” vinculada ao argentino, utilizada para disseminar informações por meio de robôs nas redes sociais.
Desde que a medida de revogação dos vistos foi anunciada, membros do governo boliviano, incluindo o ministro da Defesa, expressaram a necessidade de maiores esclarecimentos das autoridades americanas. A situação evidencia as tensões entre o governo de Rodrigo Paz e os EUA, especialmente em torno de temas sensíveis como corrupção e narcotráfico.
Enquanto isso, a posição de Mariaca, eleito pelo parlamento boliviano para um mandato de seis anos, permanece firme: ele acredita que as investigações realizadas em sua jurisdição devem continuar inalteradas, desafiando qualquer ação externa que tente minar sua autoridade. Essa posição sugere que o conflito entre os Estados Unidos e autoridades latino-americanas pode se intensificar, conforme mais desdobramentos sobre o caso Cerimedo surgem na mídia.
Com informações de Agência Brasil.
