Dólar encerra setembro em queda, com mercado reagindo a dados da inflação americana
6 dias atrás

Em um clima de otimismo nos mercados financeiros, o dólar comercial viu uma queda significativa, fechando a R$ 5,174 e acumulando um recuo de 0,15% durante o mês de setembro. Essa movimentação foi favorecida por dados de inflação dos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas, aliviando as pressões sobre o Federal Reserve para elevar os juros em sua próxima reunião. O resultado foi sentido também na bolsa de valores, que avançou 1,37% nesta quarta-feira, acumulando um total de 5,03% de crescimento no mês.
O desempenho do dólar ocorreu em um dia em que a moeda chegou a registrar uma mínima de R$ 5,164, evidenciando um recuo mais acentuado em alguns momentos. Ao longo do terceiro trimestre, no entanto, a moeda teve um leve avanço de 0,23%, e, desde o início do ano, acumula uma queda de 5,75%. Dólar à vista: R$ 5,174 e Ibovespa: 186.340,46 pontos foram os números que marcaram o pregão.
Os resultados trazidos pelos dados de inflação nos Estados Unidos, onde o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu apenas 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%, impactaram imediatamente as apostas dos mercados. Essa desaceleração na inflação diminuiu o pânico sobre novas elevações nas taxas de juros, o que, por sua vez, influenciou o ambiente de negócios no Brasil, onde os investidores demonstraram uma maior disposição em buscar ativos locais.
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Além do dólar, o mercado de commodities também registrou avanços, especialmente no setor de petróleo. Os contratos futuros de petróleo subiram com tensões geopolíticas ainda elevadas, especialmente no Oriente Médio. O petróleo tipo Brent subiu 1,94%, fechando a US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI avançou 1,16%. Essa alta é atribuída em parte à recuperação das exportações de petróleo do Oriente Médio, mesmo diante de tensões na região.
O cenário eleitoral brasileiro também se manteve em destaque, embora não tenha sido determinante para o andamento dos negócios. A entrada de investidores estrangeiros, que contribuiu com uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões na bolsa até o final de setembro, foi um dos fatores fundamentais que sustentaram o crescimento do Ibovespa, refletindo o apetite dos investidores por ativos brasileiros.
Com essa movimentação, o mercado financeiro se encontra em uma fase de expectativas cautelosas, aguardando novas diretrizes do Federal Reserve e a repercussão dos acontecimentos geopolíticos no meio do ambiente econômico internacional.
Com informações de Agência Brasil.
