Santos Futebol Clube regulariza uso do Centro de Treinamento Rei Pelé

45 minutos atrás

Foto: Franco Monsalvo / Pexels

Na última quinta-feira (1º), um acordo histórico foi firmado entre o Santos Futebol Clube e o governo federal, selando a regularização do Centro de Treinamento Rei Pelé, localizado em Santos, São Paulo. O termo estabelece a concessão onerosa do imóvel, que garante ao clube a utilização do espaço por 20 anos, período que pode ser prorrogado por igual duração. A quantia mensal a ser paga pelo Santos será de R$ 145.167,42, sujeita a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O Centro de Treinamento, que ocupa uma área de aproximadamente 39 mil metros quadrados e possui um valor de mercado estimado em R$ 79,76 milhões, agora se torna parte de uma relação formal entre o clube e a União. Além de assegurar a continuidade das atividades do Santos, o acordo propicia a preservação do patrimônio público e a geração de receitas para o governo. Conforme a Secretaria de Comunicação Social (Secom), essa iniciativa visa também garantir a recuperação de valores associados ao uso anterior do espaço.

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Além do pagamento mensal, o Santos assumiu uma dívida de cerca de R$ 23 milhões, correspondendo ao período em que utilizou o imóvel sem uma formalização adequada. Essa quantia será quitada em até 120 meses, mostrando um esforço do clube para regularizar sua situação. "A solução consensual permite a continuidade da utilização do imóvel pelo clube e, ao mesmo tempo, assegura a preservação do patrimônio público", declarou a Secom.

O acordo, que representa cerca de R$ 34,84 milhões ao longo dos 20 anos de concessão, também dispõe que o Santos Football Club ficará responsável pela conservação do imóvel e pelo cumprimento de diversas exigências relacionadas à sua utilização.

Por fim, a regularização transforma uma situação de ocupação informal, que se arrastava há décadas, em um contrato de cessão onerosa. Essa nova configuração não apenas preserva a estrutura voltada à formação esportiva, mas também abre possibilidades para o governo reavaliar a situação do imóvel no futuro, caso haja alteração nas necessidades sociais ou econômicas do espaço.

Com informações de Agência Brasil.

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