Banque feminina no Congresso atinge novo recorde em 2026

20 segundos atrás

Foto: Markus Winkler / Pexels

A nova legislatura do Congresso Nacional, que tomará posse em fevereiro de 2026, registrou um marco histórico com o crescimento da bancada feminina. A Câmara dos Deputados verá um aumento de 21% na sua representação feminina, com 109 mulheres eleitas, comparado a 90 em 2022. Este avanço acontece em um contexto de queda no número de candidatas, que passou de 3.317 em 2022 para 2.820 este ano, uma diminuição de 24%. Mesmo assim, a federação composta por PT, PCdoB e PV liderou a eleição de mulheres, escolhendo 34 representantes entre as 109 eleitas.

No Senado, o Brasil também celebrou recordes, elegendo doze mulheres para as 54 vagas disponíveis, o maior número desde a redemocratização. Embora atualmente existam 15 senadoras, esse número subirá para 18 na próxima legislatura, o que representa cerca de 22,2% das cadeiras do Senado. Já o Distrito Federal se destaca por ter três mulheres senadoras, enquanto o Piauí continua sem nenhuma representante feminina na Casa.

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No entanto, apesar dos avanços, a presença feminina nas duas Casas ainda é considerada uma minoria significativa. A bancada feminina na Câmara representará apenas 21% do total de 513 deputados, levantando questões sobre a real influência dessas parlamentares em pautas de interesse das mulheres. Segundo a professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Flávia Biroli, é crucial destacar que mulheres eleitas podem ter perspectivas heterogêneas, nem sempre alinhadas com a causa feminina. Ela cita como exemplo a senadora Bia Kicis, que se posicionou contra a igualdade salarial.

Além do aumento no número total de mulheres na Câmara, também houve um crescimento na representação de mulheres negras, que alcançou 15 deputadas federais eleitas, um aumento de 66,6% em relação às 9 eleitas em 2022. "É muito interessante perceber que a maioria dessas mulheres negras eleitas são jovens, sinalizando uma renovação significativa", comentou Tainah Pereira, coordenadora da organização Mulheres Negras Decidem.

No Senado, por outro lado, a situação é desanimadora. Nenhuma das doze senadoras eleitas se identificou como negra, marcando um retrocesso frente ao ano anterior. O cenário atual suscita reflexões sobre a necessidade de interiorizar a diversidade também nas mais altas esferas do poder legislativo, para que a representação equitativa possa se traduzir em mudanças significativas nas políticas públicas.

Com informações de Agência Brasil.

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