Big Techs violam normas eleitorais em dia de votação, aponta estudo
49 segundos atrás

A fiscalização eleitoral está em alerta após um estudo do Observatório das Big Techs, vinculado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmar que as grandes plataformas de internet desrespeitaram as regras eleitorais durante o primeiro turno das eleições de 2026. As redes sociais continuaram veiculando anúncios políticos e recomendando conteúdos de candidatos no dia 4 de outubro, desafiando as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbem propaganda paga na internet 48 horas antes e 24 horas após a votação.
Conforme o levantamento, foram detectados 568 anúncios irregulares na Meta, que inclui Facebook, Instagram e WhatsApp, além de outras infrações identificadas no Kwai e Google. A análise também revelou que vídeos de candidatos continuaram a ser recomendados pelo TikTok e YouTube, desobedecendo as diretrizes estabelecidas.
Entre as irregularidades encontradas pela pesquisa, destacam-se anúncios da Meta que simulavam comunicações do TSE, promovendo um falso voto digital e induzindo os usuários a fornecerem dados pessoais, como o CPF. Igualmente, anúncios que deveriam ter terminado antes do dia da votação continuaram ativos, colocando em questão a integridade dos dados fornecidos pelas plataformas.
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As regras do TSE são claras e requerem que plataformas com sistemas de recomendação excluam conteúdos de perfis políticos durante o período de resguardo. No entanto, o monitoramento do NetLab flagrou 18 vídeos de sete candidatos no TikTok e 17 de seis candidatos no YouTube recomendados durante o dia da votação, o que evidencia a falta de conformidade com a legislação eleitoral.
A falta de transparência nas informações disponibilizadas pelas big techs também foi apontada como um obstáculo para a fiscalização efetiva. O NetLab revelou inconsistências entre os dados apresentados nas bibliotecas de anúncios e os dados extraídos via APIs das plataformas. O Google, por sua vez, indicou que apenas um anúncio foi identificado como irregular, desafiando assim as conclusões do relatório.
As empresas investigadas se pronunciaram sobre as acusações, reafirmando seu compromisso com a integridade do processo eleitoral. A Meta afirmou que as amostras apresentadas no estudo não refletem o trabalho amplo de proteção eleitoral realizado por suas plataformas. Já o Kwai mencionou que mantém equipes dedicadas à moderação de conteúdos eleitorais. O TikTok e o Google também responderam reiterando suas políticas de conformidade com a legislação brasileira durante o processo eleitoral.
Com informações de Agência Brasil.
