Brasil e Europa estudam interligar sistemas de pagamento Pix e Tips

8 horas atrás

Foto: cottonbro studio / Pexels

Em uma empreitada que promete revolucionar as transações internacionais, o Banco Central do Brasil e o Banco Central Europeu (BCE) deram início, nesta quinta-feira (24), ao estudo de viabilidade para a interligação do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, com o serviço de liquidação instantânea do Eurosistema, conhecido como Tips. A expectativa é que, caso concretizada, essa conexão ofereça uma solução mais ágil e econômica para pagamentos entre o Brasil e a área do euro.

As discussões focarão em aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e comerciais, conforme ανακοίνou o Banco Central do Brasil. O objetivo por trás dessa análise é claro: “considerando os significativos fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a área do euro, a interligação entre Pix e Tips poderá contribuir para pagamentos transfronteiriços mais rápidos, eficientes e de menor custo entre as duas jurisdições”, destacou a instituição.

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Além de facilitar transferências de remessas internacionais, a interligação também promete viabilizar a realização de compras, garantindo que os recursos sejam disponibilizados em moeda local em poucos segundos. Esse movimento se alinha à chamada “agenda evolutiva do Pix”, um esforço contínuo do Banco Central para conectar o sistema brasileiro a infraestruturas de pagamento semelhantes em nível global.

No contexto europeu, o Tips é uma infraestrutura pan-europeia que opera com moedas de bancos centrais, atualmente incluindo o euro, a coroa sueca e a coroa dinamarquesa, com planos de expansão para outras moedas do Espaço Econômico Europeu. O Banco Central do Brasil ressalta que a análise da interligação com o Pix vai se agregar aos esforços do Eurosistema para conectar o Tips a outras redes de pagamentos instantâneos, como o Nexus, idealizado pelo Banco de Compensações Internacionais, e os sistemas da Índia e da Suíça.

A proposta reflete um movimento mais amplo, mirando na redução de custos e aumentos de eficiência nas transações internacionais. Isso está em sintonia com os objetivos do Plano de Ação do G20 para aprimorar pagamentos transfronteiriços, promovendo maior transparência e rapidez nas operações financeiras entre diferentes países.

Com informações de Agência Brasil.

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