Cientistas alertam: interferência externa pode ameaçar eleições brasileiras
1 hora atrás

Uma onda de preocupação tomou conta da comunidade científica brasileira e de lideranças acadêmicas, que alertam para a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral do país, especialmente por parte dos Estados Unidos. Essa advertência foi dada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que enfatizam o risco de que tal intervenção afete a soberania nacional e a liberdade de escolha dos eleitores. \n\nAs instituições destacaram em nota que "a escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo brasileiro", ressaltando que qualquer tentativa de manipulação, seja política, econômica ou digital, deve ser firmemente rejeitada. O comunicado foi amplamente respaldado por um relatório divulgado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que já apontava a possibilidade de interferências nas eleições. \n\nNo próximo dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher novos representantes em diversos níveis de governo. Esse momento, segundo a ABC e a SBPC, é crucial para reafirmar a autonomia do eleitorado. As entidades pedem uma mobilização geral das instituições e da sociedade civil para que a eleição ocorra de forma transparente e sem pressões externas. As eleições deste ano contarão com a escolha de deputados, senadores, governadores e do presidente da República. \n\nAs líderes das duas entidades, Helena Bonciani Nader e Francilene Procópio Garcia, reafirmaram a importância da soberania política e da integridade do processo democrático, e apoiaram a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, que levou ao âmbito das Nações Unidas um pedido de reconhecimento internacional dos resultados eleitorais. Durante a Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o tema, enfatizando os riscos de ingerência externa, tema recorrente na história política da América Latina. \n\nEm tempos de crescente circulação de informações e tecnologias, a comunidade científica defende que a proteção da democracia vai além de apenas evitar fraudes: ela deve incluir um ambiente informacional íntegro e a liberdade de pensamento. As instituições apelam para que todos os cidadãos permaneçam atentos, dispostos a defender a democracia e o direito do Brasil de decidir seu próprio futuro, sem pressões indesejadas.
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Com informações de Agência Brasil.
