COP17 deve adiar criação de regime global contra secas mais uma vez

1 mês atrás

Foto: Kaique Lopes / Pexels

A 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17), que se realiza em Ulaanbaatar, na Mongólia, já indica um novo adiamento na criação de um regime global para enfrentar secas. O fim do evento, previsto para esta sexta-feira (28), não deve resultar em um acordo, conforme afirmam negociadores que participam das discussões. Os Estados Unidos e a União Europeia lideram a oposição ao tema, que também é apoiada por países da América do Sul, como Argentina, Chile e Paraguai. A proposta de um regime global forma parte das pautas das últimas três conferências. No entanto, a expectativa é que as discussões sobre este tema sejam transferidas para a próxima COP, agendada para 2028, no Egito.

Apesar das opiniões pessimistas sobre um desfecho favorável, Andrea Meza Murillo, secretária executiva adjunta da UNCCD, manifestou esperança em ver um acordo. Em suas palavras, "estamos em um momento em que o túnel está escuro, mas acho que sempre haverá uma luz no fim dele". Ela destacou a importância do engajamento social para pressionar os governos a enfrentarem o desafio das secas.

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Os impactos das secas já são evidentes em diversas regiões do mundo, com um aumento de quase 30% na frequência e intensidade dos eventos desde 2000. O especialista Daniel Tsegai defendeu que a seca não deve ser encarada apenas como um problema agrícola, mas sim como um risco sistêmico que afeta diferentes setores.

Embora o regime global não avance, duas iniciativas de financiamento foram destacadas durante a COP17. A Aliança de Riad para Resiliência Global à Seca vislumbra um fundo comum com contribuições de países ricos, enquanto o Fundo de Investimento para Resiliência à Seca pretende atrair até US$ 400 milhões em capital. Essas iniciativas buscam, mesmo em meio ao impasse, oferecer suporte aos países em desenvolvimento prejudicados pela escassez de água.

Com informações de Agência Brasil.

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