Copa Feminina de 2027: leis aprovadas fortalecem futebol feminino no Brasil

1 mês atrás

Foto: Victor Barbosa / Pexels

A realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil, prevista para 2027, ganha forma com a aprovação de leis que garantem sua viabilidade no Congresso Nacional. As legislações incluem isenção do Imposto sobre Serviços (ISS) para empresas envolvidas na organização e a chamada Lei Geral da Copa Feminina, que regulamenta os direitos e deveres da União e da Fifa durante o evento.

A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), responsável por relatar a Lei Geral, comentou sobre os impactos positivos que a competição pode trazer ao país. Segundo ela, a Copa pode criar empregos, impulsionar a economia do turismo e melhorar a infraestrutura. “A Copa contribuirá para o alcance de objetivos como viabilizar a entrega de infraestrutura esportiva e paradesportiva e fomentar a prática do futebol feminino em todas as regiões do Brasil.”

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Por outro lado, a aprovação das leis não foi sem controvérsias. O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) criticou a ideia de que o evento deixará um legado positivo, relembrando experiências passadas com a Copa masculina de 2014. "O discurso de que a Copa deixa infraestrutura é falacioso", afirmou. No entanto, representantes da Fifa, como Aline Pellegrino, destacam a importância do protagonismo feminino na organização do evento, com 70% das funções de liderança ocupadas por mulheres.

O Brasil tem uma rica história no futebol feminino, tendo participado de todas as edições da Copa do Mundo e ostentando a maior artilheira da competição, a jogadora Marta. A Copa de 2027 será um marco, sendo a primeira edição realizada na América do Sul, com jogos programados para oito cidades brasileiras entre junho e julho do próximo ano.

Além das leis já aprovadas, diversas propostas estão em discussão na Câmara dos Deputados, visando o fortalecimento contínuo do futebol feminino no país. Entre as sugestões estão incentivos financeiros e a criação de um marco legal para o futebol feminino, mostrando que o compromisso com o esporte feminino só tende a crescer.

Com informações de Câmara dos Deputados.

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