Dívida pública dos EUA supera US$ 40 trilhões, revela estudo de economistas

1 mês atrás

Foto: Markus Winkler / Pexels

A dívida pública dos Estados Unidos atingiu a marca recorde de US$ 40 trilhões, um fenômeno impulsionado por diversos fatores econômicos. Entre as causas principais, destacam-se a redução de impostos para os mais ricos, a inflação decorrente da guerra no Oriente Médio, e as tarifas de importação implementadas durante a presidência de Donald Trump. A combinação desses elementos tem levado a um disparo nas contas públicas, afetando a estrutura fiscal do país.

De acordo com economistas consultados, a manutenção de gastos militares elevados, que beiram US$ 1 trilhão, e o aumento das despesas com juros, que atingiram US$ 1,1 trilhão, também são responsáveis pelo elevado nível de endividamento. Esse valor representa mais do que o dobro do que foi gasto em 2021, quando os juros demandaram US$ 419 bilhões, enfatizando a urgência do cenário econômico atual.Inflação, tarifas, e gastos militares são fatores cruciais.

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Especialistas ressaltam que, apesar do número alarmante, não há risco de insolvência para os EUA. Isso se deve ao fato de que o país emite sua própria moeda e detém o dólar como reserva mundial predominante. O professor da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos, argumenta que o mercado continua a confiar na capacidade de pagamento dos EUA, destacando que a maior parte da dívida está em mãos domésticas, com o Federal Reserve possuindo cerca de US$ 4,5 trilhões. Cenário fiscal gera pressão sobre juros no Brasil.

Por outro lado, a política de cortes de impostos promovida por Trump exerce um impacto direto nos níveis de arrecadação e aumento da dívida. A carga tributária na maior economia do mundo gira em torno de 25% do PIB, consideravelmente inferior à média da OCDE, que se aproxima de 34%. Os economistas argumentam que a concentração de riqueza e a diminuição na arrecadação são sintomas de uma crise mais profunda relacionada à distribuição de renda nos Estados Unidos.

A combinação de guerra, políticas fiscais polêmicas e incertezas de mercado leva os analistas a prever um aumento contínuo nos juros dos títulos da dívida americana. A tensão atual no cenário internacional, somada ao que é chamado de “risco Trump”, também pode dificultar futuras negociações financeiras, refletindo diretamente na capacidade de investimento estrangeiro no mercado americano.

Com informações de Agência Brasil.

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