Dólar atinge R$ 5,22 e provoca perdas na Bolsa brasileira

1 semana atrás

Foto: Engin Akyurt / Pexels

O cenário econômico desta segunda-feira (28) trouxe um ar de incerteza. O dólar comercial subiu 0,83% e fechou a R$ 5,226, o maior valor desde março deste ano, em meio a um aumento da aversão ao risco global. Esse movimento de alta na moeda norte-americana deveu-se principalmente ao fortalecimento do dólar em relação a outras moedas emergentes, somado ao aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

No mercado externo, as taxas dos títulos de dez anos do Tesouro americano encerraram a sessão a 5,2319%, um aumento em relação à sexta-feira (25), momento que gera preocupação entre os investidores, que tendem a retirar capital de países como o Brasil em busca de ativos mais seguros. De acordo com a Agência Brasil, "taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes".

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Para piorar a situação, o índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou uma queda de 0,26%, totalizando 182.991,13 pontos. Esta foi a quarta perda consecutiva do principal indicador da B3, mesmo mantendo uma alta de 3,14% até o momento em setembro. Mesmo assim, a pressão externa, com a queda das bolsas em Nova York, colaborou para esse declínio, refletindo as incertezas no mercado.

Além disso, o Banco Central divulgou que o Brasil teve um déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país foi de US$ 7,396 bilhões no mesmo período. Para completar, a projeção de inflação para 2026 aumentou para 4,99%, o que demonstra um cenário ainda mais complexo para a economia brasileira.

As oscilações ainda afetaram os preços do petróleo, que fecharam em alta, mas com ganhos reduzidos. O preço do barril do tipo Brent subiu para US$ 97,83, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que contaminam o mercado de petróleo e provocam volatilidade nos preços ao longo do dia.

Com informações de Agência Brasil.

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