Política

Doria vai a Bom Prato, promete expandir programa e deixa comida de lado

Reuters

candidato ao governo pelo PSDB, João Doria  (PSDB),  almoçou nesta segunda-feira (17) em uma unidade do Bom Prato no Tucuruvi (zona norte de SP), projeto que serve almoço a R$ 1 à população.

Ele prometeu criar novas unidades do programa do governo estadual tucano, tirou selfies com frequentadores e, no final, deixou parte da comida no prato. Doria sentou para comer ao lado de dois idosos e ouviu suas histórias de vida, enquanto sua equipe registrava a cena com celular. Ao fim, diferentemente dos colegas de mesa, deixou arroz, feijão e carne no prato.

“Era bastante, mas comi. A comida [estava] boa”, disse, ao ser perguntado pela reportagem se não aguentou comer tudo. O cardápio era de arroz, feijão, verdura refogada e carne.

Durante o almoço, o ex-prefeito foi bastante tietado e tirou selfies com pessoas que comiam e trabalhavam no Bom Prato. Um dos temores na campanha de Doria é que ele seja confrontado em locais menos protegidos, devido à alta rejeição dele na capital paulista.

No Bom Prato, porém, apenas um homem abordou Doria com tom crítico. “Vai abandonar a gente de novo [se for eleito]. Já confiei, não confio mais”, disse a Doria, que se desenlaçou e seguiu adiante.

“O Bom Prato será mantido e será expandido, para outras cidades onde não esteja operando, através das organizações sociais”, prometeu. “Pretendemos expandir para áreas onde há o maior número de pessoas desfavorecidas e onde a alimentação pode prover condições nutricionais para estas pessoas”.

Ele também voltou a criticar Paulo Skaf (MDB) por esconder o presidente Michel Temer (MDB). Questionado sobre a mudança de tom em relação a Temer, a quem costumava elogiar, ele afirmou: “A mudança de tom é do Paulo Skaf, não é minha. Por que ele esconde que é o candidato do MDB e do presidente Temer? Ele que tem que responder. O meu candidato é Geraldo Alckmin (PSDB)”.

Doria também comentou sobre o fato de ter utilizado cenas de escolas e clínicas estrangeiras para ilustrar feitos do ex-prefeito paulistano e suas promessas no programa eleitoral na TV.

“As imagens são um recurso que se utiliza normalmente, você tem banco de imagens para isso. Para filmar crianças, você precisa de autorização dos pais e, em alguns casos, do juizado”, disse. “Nessas circunstâncias a produtora optou para a utilização de imagem de crianças, mas nenhuma deturpação da informação que pudesse induzir ao erro aqueles que estavam assistindo”. Com informações da Folhapress.

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