Economistas promovem 'Vida em Conta' para uma economia mais inclusiva

2 semanas atrás

Foto: Caio / Pexels

Um novo movimento está tomando forma no Brasil, buscando aproximar a teoria econômica da vivência cotidiana dos cidadãos. Nesta semana, mais de 100 economistas e 60 organizações da sociedade civil lançaram a iniciativa Vida em Conta, sob a articulação da Plataforma Cipó e da organização Transforma. O objetivo é claro: transformar a economia em uma ferramenta que promova a qualidade de vida para todos os brasileiros.

De acordo com um dos articuladores do projeto, a economista Maiara Folly, “o crescimento econômico é fundamental, mas também importa como seus benefícios são distribuídos.” A proposta busca, portanto, garantir que os avanços verificados nos últimos anos não sejam apenas números, mas sim melhorias palpáveis na vida da população. Entre os avanços citados estão a recuperação das políticas públicas e investimentos em áreas críticas, como o combate à fome e à pobreza, além da geração de empregos e o fortalecimento ambiental.

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Apesar dos avanços, a iniciativa também levanta uma preocupação significativa com os riscos que ameaçam a continuidade dessas conquistas. As entidades envolvidas ressaltam que existem perigos de um retorno a uma agenda que favoreça restrições ao investimento público e desonerações tributárias que não venham acompanhadas de um compromisso claro com o desenvolvimento social e ambiental. “Precisamos de uma agenda que nos livre dos retrocessos e garanta oportunidades econômicas e direitos sociais”, afirma Marco Antonio Rocha, diretor-executivo do Transforma.

As diretrizes da Vida em Conta incluem a redução das desigualdades, a ampliação do tempo para uma vida digna, o fortalecimento da soberania tecnológica e a diversificação produtiva. Isso reflete uma tentativa de adaptar o Brasil aos novos desafios e transformações globais, indo além das discussões fiscais de curto prazo e focando em uma agenda mais sustentável e equitativa para todos os segmentos da sociedade.

Ao final, a mensagem central da Vida em Conta é que o progresso econômico deve ser sinônimo de progresso social. O movimento propõe que a economia sirva para reduzir as disparidades de gênero, raça e território, contribuindo para um Brasil mais justo e representativo de suas diversidades.

Com informações de Agência Brasil.

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