Estudo da OMS revela alto índice de abusos entre jovens europeus
54 segundos atrás

Uma pesquisa alarmante divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência ou violência doméstica na infância. O estudo, que abrangeu cerca de 26 mil jovens de 18 a 30 anos na União Europeia, Noruega e Islândia, destaca que 20% dos entrevistados relataram ter enfrentado quatro ou mais tipos de experiências adversas durante sua infância.
Os dados ressaltam que a ocorrência de experiências traumáticas na infância não apenas afeta a saúde mental, mas também está associada a maior probabilidade de perpetuação da violência. Entre os jovens que respondem à pesquisa, 76,3% denunciaram a necessidade de apoio profissional em saúde mental. Este quadro sugere não apenas um reflexo de suas experiências passadas, mas também de um ciclo vicioso que pode se intensificar com o tempo.
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A diretora de Sistemas de Saúde da OMS Europa, Natasha Azzopardi-Muscat, enfatizou que as condições de violência ou de crise familiar durante a infância têm repercussões profundas e duradouras. "Quando uma criança cresce em um ambiente de violência, não devemos nos surpreender que isso a acompanhe em sua vida escolar, no mercado de trabalho e em suas relações pessoais", comentou Azzopardi-Muscat.
Além das consequências pessoais, o relatório também aponta que os jovens que vivenciam tais adversidades têm maior risco de abandono escolar, dificuldades em encontrar emprego e tendem a viver em famílias de baixos rendimentos. A OMS sublinha a importância de se abordarem esses desafios como um problema não só de saúde mental, mas como uma questão social e econômica, exigindo a atuação conjunta de diversos setores, incluindo educação e justiça.
Diante deste cenário preocupante, a OMS recomenda a implementação de medidas que abordem as causas fundamentais, como pobreza e exclusão social. A organização também sugere que sistemas de saúde e apoio social se tornem mais eficazes em identificar e ajudar aqueles que sofreram adversidades na infância, buscando interromper o ciclo de trauma antes que se transfira para a próxima geração.
Com informações de Agência Brasil.
