Governo bloqueia 13 mil sites de apostas ilegais após proibição no Brasil
35 minutos atrás

Na última terça-feira (6), o governo federal trouxe à tona um número impressionante: 13.241 sites de apostas ilegais foram bloqueados desde que a proibição das apostas foi implementada a partir de 25 de setembro. O programa de repressão se intensificou depois que as operações das chamadas "bets" foram encerradas oficialmente, e com isso, o país deu um passo significativo para reverter os riscos associados a esse mercado não regulamentado.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a eliminação desse tipo de atividade deixa claro um novo direcionamento dos recursos financeiros das famílias. “Já havíamos identificado entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia que saíam da poupança popular e iam diretamente para as bets. Isso representa uma mudança importante, pois esse dinheiro começa a ficar com as famílias”, declarou Durigan em coletiva de imprensa.
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Além dos sites, a ofensiva incluiu a remoção de conteúdos em plataformas digitais, atingindo uma ampla gama de canais e perfis — foram cerca de 974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram e até grupos no WhatsApp. Juntas, essas plataformas abrigavam cerca de 17 milhões de usuários, refletindo o impacto significativo que essas apostas ilegais tinham na população.
R$ 1,325 bilhão ainda aguarda devolução a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores, entre os quais cerca de 86,2 milhões de contas têm saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99. Curiosamente, a maior parte deste montante está concentrada em uma minoria; apenas 1% dos apostadores, ou cerca de 200 mil pessoas, detêm 80% do dinheiro que precisa ser resgatado. Essa disparidade ressalta as preocupações acerca do jogo responsável.
Além da devolução dos recursos, o governo planeja investigar contas que apresentam saldos substantialmente elevados. Durigan apontou que cerca de 40 contas têm valores que superam R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, e essa análise pode ser crucial na prevenção de lavagem de dinheiro e outros vínculos com atividades criminosas. A investigação ocorre simultaneamente à devolução dos saldos e ao bloqueio das plataformas ilegais, indicando que a luta contra as apostas não regulamentadas é multifacetada e requer vigilância contínua.
Com informações de Agência Brasil.
