Greve dos Correios chega a sete dias; dissídio coletivo será julgado na segunda-feira

19 horas atrás

Foto: Wolfgang Vrede / Pexels

A greve dos funcionários dos Correios, que já dura mais de uma semana, levanta questões sobre os direitos trabalhistas e a revogação de condições do plano de saúde. O principal ponto de discórdia entre a categoria e a direção da estatal se concentra na intenção da empresa de alterar seu papel no CorreiosSaúde, mudando de mantenedora para patrocinadora, o que pode aumentar consideravelmente o custo do plano para trabalhadores e aposentados. As preocupações foram fortalecidas com a convocação do dissídio coletivo, agendado para segunda-feira (21), às 13h30, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Os trabalhadores, representados pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), expressaram sua insatisfação com a proposta inicial de reajuste de apenas 0,87%, que fica aquém da inflação acumulada, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Dentre as reivindicações da categoria, destacam-se a recomposição salarial em consonância com a inflação, o retorno do adicional de 70% sobre as férias e o pagamento de 200% por trabalho em repouso ou feriados, além da manutenção de gratificações.

🛒 Dá uma olhada em correios disponíveis na Amazon

Ver na Amazon

Link de afiliado — o SuperNews pode ganhar uma comissão sobre compras qualificadas.

O TST já se manifestou quanto à legalidade da greve, determinando que 80% do efetivo deve permanecer em atividade, um reconhecimento da essencialidade dos serviços prestados, especialmente em um período eleitoral crítico como o de 2026. Em resposta à paralisação, os Correios implementaram medidas para minimizar impactos, como o remanejamento de funcionários administrativos e a mobilização de veículos, visando garantir a continuidade das operações.

A Findect criticou a administração da empresa, apontando que enquanto a categoria aguarda uma solução para as suas demandas, a direção dos Correios se preocupa com questões secundárias, como novos uniformes e procedimentos de entrega. A entidade destaca a urgência de se retomar as negociações para que os direitos dos trabalhadores sejam assegurados, principalmente no que diz respeito ao plano de saúde, que é a principal preocupação dos funcionários neste momento.

Enquanto isso, os Correios pedem que os clientes acompanhem suas encomendas pelo site e estejam cientes das tentativas de manter o fluxo logístico, mesmo com a adesão parcial à greve.

Com informações de Agência Brasil.

Go up