Justiça Eleitoral intensifica campanha contra assédio eleitoral no trabalho

1 dia atrás

Foto: Sora Shimazaki / Pexels

Em um esforço contínuo para garantir um processo eleitoral justo, a Justiça Eleitoral lança sua campanha de combate ao assédio eleitoral no local de trabalho, em conjunto com a Justiça do Trabalho e o Ministério Público. Com a eleição de 2024 se aproximando, essa iniciativa busca informar os eleitores sobre seus direitos e oferecer suporte na identificação de práticas abusivas que visam manipular os votos dos trabalhadores.

O procurador do Trabalho, Igor Gonçalves, explica que o assédio eleitoral pode ocorrer tanto no setor privado quanto no público. Isso se dá quando um patrão, chefe ou mesmo colegas tentam influenciar a escolha dos candidatos. Ele ressalta que a dinâmica da assédio pode variar entre os setores, mas a essência de desacato aos direitos do trabalhador continua a mesma: ninguém deve ser coagido a votar de uma certa maneira devido a sua posição laboral. ações de conscientização incluem informações na página 'No meu voto mando eu', onde os cidadãos podem aprender mais sobre seus direitos.

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Entre os atos considerados assédio, Gonçalves menciona desde a veiculação de propaganda eleitoral em canais institucionais até ações mais diretas, como ameaças de demissão ligadas à escolha de voto. O procurador adverte que as empresas têm a responsabilidade de coibir tais práticas, ou poderão ser responsabilizadas legalmente.

A campanha tem início 45 dias antes do primeiro turno e mantém uma abordagem clara: a denúncia de eventuais crimes eleitorais pode ser feita de forma anônima tanto à Justiça quanto pelo site do Ministério Público do Trabalho. Entre 2023 e 2026, já foram registrados 738 processos relacionados ao assédio eleitoral, evidenciando a importância de medidas preventivas e de suporte ao trabalhador nesse contexto.

Com informações de Câmara dos Deputados.

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