Laudo confirma assassinato de policial Gisele Alves Santana em SP
1 mês atrás

A hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, foi oficialmente descartada por um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, assinado em 1º de outubro. O documento aponta que os padrões de manchas de sangue e outros elementos analisados contradizem a versão de suicídio. A perícia concluiu que a causa da morte foi assassinato, confirmando a intervenção de uma segunda pessoa.
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça, no apartamento que dividia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, o principal suspeito do crime. Inicialmente, ele registrou a ocorrência como suicídio, mas a versão foi alterada para morte suspeita após investigações da Polícia Civil. O tenente-coronel, que está detido desde março, foi indiciado por feminicídio.
🛒 Aproveite os descontos de hoje na Amazon
Link de afiliado — o SuperNews pode ganhar uma comissão sobre compras qualificadas.
O advogado da família, José Miguel Silva Junior, destacou que a nova análise não surpreende, uma vez que laudos anteriores já descartavam a possibilidade de suicídio. “Desde o início, nós sempre trabalhamos com a vertente de feminicídio”, afirmou. Uma nova audiência sobre o caso está marcada para 8 de outubro, onde o réu deve ser interrogado.
Outros laudos já indicavam que Gisele apresentava lesões na face e no pescoço, adequadas a um contexto de agressão, além de depoimentos que corroboraram a linha de investigação do feminicídio. Uma testemunha ouviu o disparo do tiro pouco antes do socorro ser acionado, o que levanta mais questionamentos sobre a versão inicial apresentada pelo acusado.
Com informações de Agência Brasil.
