Ministérios das Cidades e da Saúde recebem R$ 1,88 bilhão do orçamento de 2026

5 dias atrás

Foto: 12019 / Pixabay

Em uma movimentação que traz alívio fiscal, o Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou a liberação de R$ 1,88 bilhão do Orçamento de 2026, com o intuito de fortalecer os ministérios das Cidades e da Saúde. Desses recursos, R$ 1,46 bilhão será destinado à pasta das Cidades, enquanto a Saúde receberá R$ 41,9 milhões. A decisão foi divulgada em uma edição extraordinária do Diário Oficial da União, na noite dessa quarta-feira (30).

Com essa liberação, o governo espera dar vazão a diversos projetos importantes, especialmente em infraestrutura urbana e saúde pública. No entanto, é importante ressaltar que, apesar do desbloqueio, continuam congelados R$ 3,304 bilhões em emendas parlamentares, os quais são destinados a obras e projetos indicados por deputados e senadores nos estados. Essa situação ocorre em meio à vigência da Lei Complementar 210/2024, que regulamenta a execução dessas emendas, promovendo maior transparência na utilização desses recursos.

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De acordo com o novo decreto, publicado após a remessa do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas ao Congresso, os R$ 1,881 bilhões liberados na última semana têm sua origem em duas principais fontes: aproximadamente R$ 1,507 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 461,2 milhões provenientes de emendas parlamentares.

Além da boa notícia do desbloqueio, o governo adotou também o mecanismo de faseamento de empenho, que, embora não corte recursos, controla a velocidade com que os órgãos podem assumir novos compromissos financeiros, limitando a execução de despesas em R$ 24,058 bilhões até novembro. Este montante deverá ser zerado em dezembro, oferecendo um panorama otimista para a execução orçamentária ao final do ano.

A situação orçamentária para 2026, que já previa uma meta de resultado primário zero, revela a complexidade de equilibrar as contas públicas. A gestão de bloqueios e contingenciamentos opta por frear despesas em momentos de incerteza da arrecadação e quando as obrigatórias parecem ameaçar os limites definidos pelo arcabouço fiscal vigente. Assim, o governo se prepara para um desafio contínuo de administrar os recursos de forma eficaz enquanto mantém a transparência e a responsabilidade fiscal.

Com informações de Agência Brasil.

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