Nova fase do Desenrola promete aliviar dívidas de milhões de brasileiros

8 horas atrás

Foto: Daniel Dan / Pexels

Na última sexta-feira (25), o governo brasileiro lançou a terceira fase do programa de renegociação de dívidas, batizada de Desenrola 3.0. O que muda nesse novo formato e como ele promete ajudar milhões de brasileiros? A principal novidade é que a União terá a autorização para comprar carteiras de dívidas inadimplidas em leilões, repassando integralmente os descontos obtidos aos devedores. Isso é um desvio significativo das etapas anteriores, onde as negociações eram feitas diretamente entre credores e devedores.

Esta fase é voltada para dívidas de até R$ 10 mil que estejam superando dois anos de atraso. Os débitos devem ter entre 720 a 1.645 dias de inadimplência, começando a contar a partir de 25 de setembro de 2026. A expectativa do governo é que aproximadamente R$ 150 bilhões em dívidas sejam elegíveis, com potencial para beneficiar até 15 milhões de brasileiros. Os detalhes estruturais do processo incluem a realização de leilões, apresentação de propostas de desconto pelos credores, e a classificação das propostas pelo maior deságio.

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O programa estabelece que, no mínimo, o deságio será de 90%. Isso significa que, se uma dívida original de R$ 10 mil for adquirida pela União com o desconto mínimo, o valor passará a ser de apenas R$ 1 mil. Os consumidores terão a opção de quitar o saldo de uma vez ou parcelar o valor restante, sob condições que ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Com base em dados do Tesouro Nacional, o governo observa que a inflação de dívidas é alarmante: em agosto de 2026, havia R$ 592 bilhões em dívida inadimplida registradas, afetando 83,9 milhões de pessoas. A nova fase do Desenrola busca oferecer um alívio mais significativo ao permitir que o governo intervenha diretamente, algo inédito na gestão das fases anteriores do programa.

Além disso, as operações anteriores do Desenrola conseguiram renegociar cerca de R$ 75 bilhões e já atenderam 25 milhões de pessoas nas duas primeiras fases. O novo formato pode ampliar ainda mais essas cifras e simplificar o processo para todos os envolvidos. A implementação ocorrerá ao longo de um cronograma específico, com lançamentos nacionais planejados para os próximos meses, culminando na quitação e parcelamento dos valores a partir de fevereiro de 2027.

Com informações de Agência Brasil.

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