Parlamentares dos EUA criticam interferência de Trump nas eleições brasileiras

2 semanas atrás

Foto: Tara Winstead / Pexels

A crescente tensão entre EUA e Brasil ganha novos contornos com a divulgação de uma carta assinada por 31 parlamentares do partido democrata. Destinada ao secretário de Estado Marco Rubio, a correspondência alerta que ações do governo de Donald Trump podem comprometer a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental, especialmente em um momento crucial como as eleições presidenciais de outubro de 2026.

Os democratas denunciam um ‘esforço coordenado’ do governo Trump, que, segundo eles, visa garantir a vitória de Flávio Bolsonaro, candidato alinhado ao ex-presidente. Entre as táticas usadas, eles mencionam a imposição de tarifas a produtos brasileiros e a indicação de figuras controversas para assessorar as relações com o Brasil, como Darren Beattie, caracterizado na carta como um 'extremista de direita e supremacista branco'.

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Os parlamentares fazem uma análise comparativa, lembrando que durante o governo Joe Biden houve apoio ao sistema eleitoral brasileiro, diferentemente do atual comportamento da administração Trump, que está identificada como uma fonte de desestabilização.

Na carta, os legisladores enfatizam que a interferência americana não se limita ao Brasil e reflete um padrão preocupante nas recentes eleições da América Latina, mencionando casos na Colômbia, Honduras e Argentina. Além disso, questionam práticas do governo dos EUA, como a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes e a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti.

Por fim, os parlamentares pedirão que os EUA se comprometam a respeitar o processo eleitoral brasileiro e mantenham relações normais com o candidato eleito, independentemente de suas preferências políticas. Essa inquietação ressoa nas palavras do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que, em discurso na Assembleia Geral da ONU, alertou sobre a ameaça de ingerência externa nas democracias da América Latina, referindo-se a eventos recentes em outros países da região.

Com informações de Agência Brasil.

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