Petrobras revela nova expectativa de petróleo na Foz do Amazonas

3 dias atrás

Foto: Hudson Guerrero Michelan / Pexels

A recente descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, acendeu novas esperanças para a Petrobras e para a indústria energética no Brasil. Durante uma coletiva de imprensa, a presidente da petrolífera, Magda Chambriard, destacou que a descoberta no poço 1-BRSA-1405-APS, situado a 175 quilômetros da costa do Amapá e em profundidades de até 2.886 metros, sugere a possibilidade de se abrir uma nova fronteira exploratória. Segundo Magda, "tudo indica que estamos realmente abrindo uma nova fronteira exploratória" e, embora não se possa garantir a viabilidade comercial do achado, as perspectivas são otimistas.

A primeira descoberta no poço ocorreu em agosto deste ano, e as informações até agora corroboram as expectativas iniciais. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta um volume potencial recuperável de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente na bacia, uma quantidade que poderia ajudar a reduzir o déficit de produção atual do país. "Estamos esquentando o Amapá, o estado está ficando mais valioso a cada dia", afirmou a presidente, ao destacar o valor crescente das áreas em exploração.

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Durante a apresentação, Magda exibiu uma amostra do petróleo encontrado, descrevendo-o como "maravilhoso" e de baixa viscosidade, um fator que tende a aumentar seu valor comercial no mercado. Contudo, detalhes técnicos sobre a qualidade do óleo permanecem sob sigilo regulatório.

As próximas etapas para a Petrobras incluem a conclusão dos testes no poço Morpho até o final de outubro, após os quais a sonda será deslocada para o Rio Grande do Norte, onde irá explorar o prospecto Mãe de Ouro em novembro. Para a Foz do Amazonas, está previsto um novo ciclo de perfuração no primeiro trimestre de 2027, com a realização de três poços de delimitação para avaliar o volume das jazidas e determinar sua viabilidade comercial.

Entretanto, o otimismo da Petrobras enfrenta resistência. O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação solicitando a suspensão da licença ambiental para a exploração na bacia, argumentando a insegurança da atividade e a falta de consulta às comunidades indígenas e quilombolas, conforme previsto por normas internacionais. Esta tensão entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental poderá influenciar os próximos passos da Petrobras na Foz do Amazonas.

Com informações de Agência Brasil.

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