Polícia Federal investiga policiais ligados a facção criminosa no Rio
6 horas atrás

Uma nova operação da Polícia Federal (PF) levantou um alerta sobre a infiltração de agentes do estado no crime organizado. Na última quarta-feira (7), a PF deflagrou a operação Magen, cumprindo sete mandados de prisão preventiva e dezoito mandados de busca e apreensão. A investigação revelou uma rede de policiais, incluindo um civil e um militar, que supostamente colaboravam com uma facção criminosa atuante no Complexo de Israel, na zona norte do Rio de Janeiro.
Os detidos são acusados de diversos crimes, como a venda ilegal de fuzis, cuja negociação incluía fuzis AR-15 e pistolas. Segundo a PF, a organização criminosa possuía um esquema sofisticado para o transporte e revenda clandestina de armamentos. Os investigadores do Grupo de Investigações Sensíveis da PF, em parceria com o Ministério Público do Rio, descobriram que os agentes públicos não apenas comercializavam armas, mas também vazavam informações a respeito de mandados de prisão, endereços e alvos de ações policiais, permitindo que os criminosos escapassem das operações policiais.
🛒 Confira as ofertas do dia da Amazon que separamos pra você
Link de afiliado — o SuperNews pode ganhar uma comissão sobre compras qualificadas.
As ligações entre os policiais e a facção indicam uma profunda corrupção e comprometimento das funções desses agentes. Os dados sigilosos eram utilizados inclusive para conduzir investigações clandestinas voltadas à extorsão de membros da própria organização criminosa. Vale destacar que, ao longo de quatro anos, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões por meio de contas pessoais e de empresas de fachada, em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
A operação Magen surgiu da necessidade de desarticular essa estrutura criminosa que se infiltrou nas forças de segurança. Com as prisões e apreensões realizadas, a PF espera não apenas desmantelar este grupo, mas também enviar uma mensagem clara de que a corrupção dentro das forças policiais será combatida com rigor.
Com informações de Agência Brasil.
