Produção industrial brasileira registra nova queda em agosto

1 dia atrás

Foto: Павел Хлыстунов / Pexels

A produção industrial no Brasil sofreu uma redução de 0,6% em agosto de 2023 em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (2). Este recuo vem em um momento em que a indústria, após uma leve alta de 0,1% em julho, volta a enfrentar dificuldades. No acumulado dos últimos quatro meses, o setor já registra perdas de 3,1%, afetando os resultados positivos do início do ano, quando teve um crescimento acumulado de 4,3%.

O pesquisador do IBGE, André Macedo, atribui parte dessa instabilidade à taxa de juros elevada, que, embora tenha visto cortes recentes, ainda permanece em níveis que dificultam o acesso ao crédito tanto para empresas quanto para famílias. "A pressão sobre a renda familiar e o aumento da inadimplência limitam a capacidade de investimento das empresas", destacou Macedo. Ele também mencionou que, apesar de um mercado de trabalho relativamente robusto, com um número recorde de ocupações, esses fatores estão contribuindo para a perda de dinamismo na indústria brasileira.

Atualmente, a produção industrial ainda se encontra 1,3% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas 15,6% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011. Em comparação com agosto de 2022, o setor também apresentou um recuo de 1,2%, enquanto na média móvel trimestral a perda foi de 0,7%.No entanto, ao observar os dados acumulados do ano até agora, há um crescimento de 0,8% na produção industrial, assim como um aumento de 0,6% nos últimos 12 meses.

Entre os 25 ramos industriais acompanhados, dezesseis mostraram baixa na produção de julho para agosto. As principais quedas foram nas indústrias de produtos do fumo (-23,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%). Por outro lado, algumas categorias tiveram desempenhos positivos, destacando-se os produtos alimentícios (1%), produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%).

As grandes categorias econômicas também apresentaram queda, com os maiores recuos verificados nos bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e nos bens de consumo duráveis (-1%). Já os bens de capital, que incluem máquinas e equipamentos, caíram 0,6%, enquanto os bens intermediários tiveram uma leve queda de 0,2% no mesmo período.

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Com informações de Agência Brasil.

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