Proposta do Orçamento 2027 não prevê aumento no Bolsa Família
1 mês atrás

A proposta de Orçamento para 2027, enviada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família, mantendo o benefício mínimo em R$ 600 por família. O projeto também reserva R$ 157,1 bilhões para o programa social, um valor abaixo dos R$ 158,6 bilhões destinados em 2026 e R$ 167,2 bilhões em 2025.
O congelamento dos valores acontece em um contexto de contenção de despesas públicas. O governo argumenta que a legislação permite a revisão dos valores a cada dois anos, mas não obriga sua realização. Assim, o debate sobre um possível reajuste fica a cargo do Congresso durante a tramitação do orçamento. O programa já é motivo de debate no Legislativo, onde parlamentares podem discutir alterações.
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Além do benefício básico, o Bolsa Família oferece pagamentos adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 para adolescentes de 7 a 18 anos e R$ 50 por bebê de até 6 meses. Essas parcelas adicionais são cumulativas e variam conforme a composição familiar. Atualmente, cerca de 19,3 milhões de famílias são atendidas pelo programa, número similar ao do ano anterior.
A decisão de manter os valores sem correção, em meio a uma pressão crescente por parte de parlamentares, evidencia a necessidade de equilíbrio nas contas públicas, com o governo buscando evitar um aumento excessivo nas despesas obrigatórias. A discussão sobre a adequação do orçamento deve ocorrer nas próximas semanas, à medida que o projeto tramitar no Legislativo.
Com informações de Agência Brasil.
