Resultados iniciais da proibição de celulares nas escolas já são visíveis

1 mês atrás

Foto: Isabella Carvalho / Pexels

A proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras começa a mostrar resultados concretos. Um ano após a implementação da Lei nº 15.100/2025, o Ministério da Educação (MEC) afirma que 92% das instituições já aderiram à medida, restringindo o uso de dispositivos pessoais durante as aulas e intervalos. De acordo com a pesquisa realizada pelo MEC e outros institutos, 97% dos gestores acreditam que a lei ampliou a participação dos alunos nas atividades pedagógicas e 95% notaram melhora na socialização entre os estudantes.

A legislação não exclui o uso pedagógico da tecnologia, mas visa reorganizar como ela é utilizada no ambiente escolar. Embora a restrição ajude a reduzir distrações, educadores apontam que é crucial oferecer orientações para que os alunos aprendam a lidar de forma saudável com a tecnologia. O pedagogo Olavo Chicoski destaca que os celulares competem com a atenção dos estudantes, dificultando a concentração e interrompendo o foco necessário para a aprendizagem.

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Além de auxiliar na administração do tempo em sala de aula, a medida também influenciou o ambiente social dos alunos. Com a proibição, os recreios estão se tornando momentos de interação presencial, um fenômeno destacado por 95% dos gestores participantes da pesquisa. No entanto, as escolas são desafiadas a criar alternativas atrativas, como jogos e atividades em grupo, para ocupar o espaço deixado pela tecnologia.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, o MEC ressalta que é cedo para afirmar que a lei trouxe uma melhora significativa no desempenho escolar ou na saúde mental dos alunos. Estudos adicionais serão necessários para uma análise mais profunda. Para especialistas, a chave está em complementar a restrição com uma educação que capacite os alunos a usar a tecnologia de forma consciente e crítica, preparando-os para uma realidade em que os celulares estarão sempre presentes.

Com informações de Canaltech.

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