Rios do mundo: China promove diálogo entre civilizações no Fórum do Yangtzé

5 minutos atrás

Foto: jason hu / Pexels

Em um evento que transborda em simbolismo e ambição, a China busca conectar civilizações ao redor do mundo através de seus grandes rios. O Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing, cidade industrial com 32 milhões de habitantes, destaca a importância dos rios na comunicação entre povos diversos. O Yangtzé, considerado a espinha dorsal da economia chinesa, foi o cenário escolhido para discutir como os grandes cursos d'água, como o Amazonas e o Nilo, podem unir nações por meio da cooperação e compartilhamento de saberes.

Com o tema “Conectando Rios e Mares, compartilhando a sabedoria das civilizações”, o Fórum contou com a presença de especialistas, artistas e jornalistas de quase 20 países. Entre os representantes, o Brasil teve um papel destacado, trazendo experiências e desafios do rio Amazonas. A abertura deste ano faz parte da Iniciativa para a Civilização Global, lançada pelo presidente Xi Jinping, que visa promover “valores comuns” em prol de um futuro sustentável.

Durante o evento de cinco dias, os congressistas participaram de uma viagem de cruzeiro pelo Yangtzé, visitando locais históricos que datam de séculos. Através de palestras e intercâmbios culturais, como o modelo egípcio de medição das águas do Nilo para prever secas e enchentes, o Fórum também abordou questões contemporâneas, como poluição e mudanças climáticas, que afetam a vida nos rios e comunidades ribeirinhas.

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As discussões foram profundas e provocativas, com participantes ressaltando a necessidade de superar desafios ecológicos. O professor Li Guoqiang, do Instituto de História da Academia Chinesa de Ciências Sociais, destacou que, apesar da rápida industrialização que prejudicou o Yangtzé, a China agora está atentando mais para a preservação ambiental, buscando um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Politicas como a proibição da pesca profissional nos últimos dez anos e projetos de recuperação dos rios evidenciam essa nova abordagem.

A importância do intercâmbio de experiências foi enfatizada pela professora brasileira Vera Maria Ferreira da Silva, que incentivou a absorção dos erros do passado para proteger a Amazônia. O ponto de vista conjunto dos pesquisadores brasileiros presentes reafirmou a necessidade de encontrar um “caminho do meio” para a exploração da Amazônia, onde seja possível equilibrar a economia local com a preservação do meio ambiente. O documentário “Quando o Yangtzé encontra o Amazonas” promete explorar essas interconexões culturais, ampliando o diálogo entre as duas grandes bacias.

Este Fórum coletou vozes de uma comunidade global unida por seus rios, reafirmando que a troca de saberes é uma das chaves para um futuro mais responsável e cooperativo na gestão dos recursos hídricos do planeta.

Com informações de Agência Brasil.

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