União Europeia pode retomar importações de frango e mel do Brasil em breve
5 dias atrás

As exportações brasileiras de frango e mel para a União Europeia (UE), que estavam suspensas desde 3 de setembro, podem ser restabelecidas em um futuro próximo. A esperança ganhou força após a declaração do comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, que destacou a realização de uma auditoria bem-sucedida nas cadeias de produção dessas commodities no Brasil durante reunião com representantes do governo brasileiro em Milwaukee, Estados Unidos.
A reunião ocorreu à margem do encontro de ministros de Comércio do G20, que reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana. Segundo um comunicado do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a auditoria, que avaliou as práticas brasileiras em relação ao uso de antimicrobianos, concluiu que o Brasil está apto a voltar a exportar, desde que sejam cumpridos os procedimentos burocráticos. A decisão final sobre a retomada será analisada pelo Comitê Permanente da Comissão Europeia nos dias 20 e 21 de outubro.
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De acordo com a avaliação da Comissão Europeia, o sistema de produção brasileiro atende às exigências do bloco europeu, considerando que a fiscalização constatou o controle efetivo contra o uso indevido de antimicrobianos, que são proibidos para estímulo de crescimento animal na UE. Com isso, o cenário para a exportação de frango e mel se pinta de otimismo, mas outras barreiras ainda precisam ser superadas antes que as compras sejam efetivamente retomadas.
Em paralelo, o governo brasileiro busca acelerar o procedimento para a liberação da carne bovina, que também sofreu restrições. Apesar da esperança de que o mesmo tratamento dado às aves e ao mel seja aplicado à proteína bovina, a situação é mais complexa. A comprovação do controle sanitário para a carne bovina requer um processo de rastreabilidade que pode durar até dois anos, dificultando uma rápida solução.
A suspensão das importações, que atingiu também carnes suínas, pescados e ovos, ocorreu quando o Brasil foi retirado da lista de países conformes com as diretrizes do bloco em relação ao uso de antimicrobianos. Desde então, o Brasil mantém um diálogo constante com a UE para tentar reverter as restrições. Além das exportações agropecuárias, os ministros discutiram também as cotas para importação de aço, com a expectativa de que o bloco revise a distribuição das cotas, o que pode beneficiar o Brasil a longo prazo.
Com informações de Agência Brasil.
