Mulheres negras lançam manifesto em Brasília para candidaturas em 2026

7 horas atrás

Foto: Mario Schafer / Pexels

Em um evento realizado em Brasília, a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) lançou o Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil, intitulado "O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026". O manifesto propõe um novo sistema político que priorize justiça social e equidade, destacando a importância da inclusão das mulheres negras na ação política. A iniciativa surge em um contexto em que as mulheres negras representam uma pequena fração das candidaturas eleitorais no Brasil, o que evidencia a necessidade de construir um espaço de poder mais igualitário.

Durante o lançamento, as participantes ressaltaram que o manifesto é um apelo por uma representação verdadeira nas esferas políticas, onde as mulheres negras não sejam vistas apenas como beneficiárias de políticas públicas, mas como líderes e candidatas que trazem uma visão diversa e enriquecedora. Isabel Faroni, do Instituto Akanni, afirmou: "Precisamos ter voz, sermos ouvidas". Essa afirmação reflete o desejo de amplificar as vozes das mulheres negras no debate político e social.

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O manifesto ainda critica a desvalorização das mulheres nos partidos políticos e a distribuição desigual de recursos financeiros nas campanhas, uma situação que limita a presença dessas mulheres nas disputas eleitorais. Em 2026, apenas 6% das candidaturas correspondem a mulheres negras e 12,2% a mulheres pardas, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. Jolúzia Batista, da AMB, enfatizou que a luta por igualdade e justiça é crucial para corrigir as desigualdades deixadas pela escravidão que durou mais de três séculos no Brasil.

Além de defender a inclusão no sistema político, o manifesto também se opõe ao que foi descrito como uma "guerra híbrida" que ataca grupos historicamente marginalizados. Janira Sodré, da AMNB, alertou sobre a desinformação promovida pelas plataformas digitais que prejudica a participação política das minorias. Ela destacou que é urgente garantir uma base de direitos sociais que ampare todas as pessoas, principalmente as mais vulneráveis.

O evento também promoveu um espaço intergeracional, unindo mulheres negras de diversas idades para fortalecer laços e apoiar candidaturas futuras. Caiene Reinier Freitas, jovem e ativista, reforçou a necessidade de políticas públicas que atendam às demandas dos grupos marginalizados, apontando que a verdadeira mudança ocorre com a ocupação dos espaços de poder.

Com informações de Agência Brasil.

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