Projeções de superávit comercial do Brasil em 2026 são reduzidas

43 minutos atrás

Foto: Ann H / Pexels

O governo brasileiro revisou para baixo a expectativa de superávit da balança comercial em 2026, ajustando a projeção de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Essa nova estimativa, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), é um reflexo directo da queda nos preços do petróleo, que impacta tanto as exportações quanto as importações brasileiras.

Em setembro, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões, o que representa um crescimento de 146,4% comparado com o mesmo mês do ano anterior. Apesar do corte nas previsões para 2026, o resultado projetado ainda indica um aumento de 24% em relação ao superávit de US$ 68,1 bilhões alcançado em 2025. O novo cenário se desenha em meio a um contexto de volatilidade nos preços do petróleo, que, após alcançar um pico de US$ 138 em abril, agora se estabiliza em torno de US$ 100 por barril.

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A queda nas previsões de exportação caiu de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, enquanto as importações foram revistas de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. Essas mudanças refletem uma diminuição significativa nas expectativas de vendas externas, despite a previsão de um crescimento de 9,8% em relação a 2025.

Vale destacar que, segundo a nova previsão, se o Brasil alcançar o superávit projetado, ele se tornará o segundo maior da série histórica, atrás apenas do saldo registrado em 2023, de US$ 98,9 bilhões. Para isso, o país precisará acumular aproximadamente US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro, um objetivo viável em comparação ao resultado do último trimestre de 2025, que foi de US$ 21,8 bilhões.

O diretor do departamento responsável pelas estatísticas de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, comentou a revisão, afirmando que “a estimativa está próxima do desempenho observado até setembro”, o que torna a projeção mais realista. O crescimento das exportações no último mês foi impulsionado principalmente pelo incrementos nos preços dos produtos, com destaque para o petróleo, que representa uma parcela importante das vendas externas do Brasil.

Com informações de Agência Brasil.

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