Espanha enfrenta greve geral por crise habitacional em meio a eleições antecipadas
6 minutos atrás

A Espanha se prepara para uma greve geral marcada para o dia 11 de novembro, que ocorre em um momento crítico, a poucos dias do início da campanha para as eleições legislativas antecipadas. As duas principais centrais sindicais do país, a UGT e a CCOO, uniram-se para protestar contra a atual crise no setor habitacional, que provocou protestos diários desde o final de setembro. O anúncio ocorreu após o presidente Pedro Sánchez convocar eleições para o dia 29 de novembro, apenas dois dias após o Parlamento derrubar decretos que abordavam a questão habitacional.
A mobilização, que é a primeira greve geral na Espanha em 14 anos, foi decidida após intensos apelos das associações integrantes da Confederação de Sindicatos de Inquilinas. Segundo o secretário-geral da UGT, Pepe Álvarez, a greve reivindica "salários dignos para uma moradia digna" e busca chamar a atenção para a crise de habitação que aflige muitos trabalhadores e suas famílias.
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Pepe Álvarez declarou: "Vamos nos juntar no dia 11, tal como todos estes coletivos têm vindo a definir, com a convocatória de uma greve geral." Esse movimento destaca o descontentamento com o aumento dos preços dos imóveis e aluguéis, que dispararam nos últimos anos, exacerbando a crise habitacional.
Entretanto, a convocação da greve não foi bem recebida por setores empresariais e partidos da oposição, como o Partido Popular (PP) e o Vox. Os empresários questionaram a legalidade da greve, argumentando que a questão habitacional deveria estar fora do âmbito trabalhista. Antonio Garamendi, presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, afirmou que a greve tem um “claro componente político e eleitoral”, direcionado mais à oposição do que ao governo de Pedro Sánchez.
Mesmo diante das críticas, o primeiro-ministro Pedro Sánchez reconheceu a legitimidade do movimento, afirmando: "a única coisa que o Governo pode fazer é respeitar esse direito constitucional." A tensão social se intensifica à medida que o setor habitacional continua a ser um dos principais desafios enfrentados pela administração atual, enquanto os cidadãos se mobilizam por uma resposta eficaz às suas demandas.
Com informações de Agência Brasil.
