EUA investem US$ 1 milhão em campanha contra STF, revela The Guardian
5 dias atrás

Uma nova e polêmica revelação sobre a influência do governo dos Estados Unidos no Brasil surgiu por meio de uma reportagem da revista inglesa The Guardian, que afirma que o governo dos EUA destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para financiar uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. O projeto, intitulado "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil", tem como objetivo apoiar grupos da sociedade civil que se opõem às ações do STF, acusando-o de exercer um excesso de poder judicial e de censurar a liberdade de expressão.
Entre os pontos levantados pela reportagem, destaca-se a alocação desse recurso pelo Congresso dos EUA para o Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF). No entanto, não está claro se esses fundos já foram transferidos ou se estão apenas empenhados para os projetos discutidos pela Casa Branca.
A conexão entre o governo americano e o STF não é nova. No ano passado, durante a presidência de Donald Trump, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de sanções impostas pelo governo dos EUA, após pedidos de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. Essa pressão se intensificou, especialmente durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, quando o STF se tornou um alvo frequente das críticas de Trump.
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O The Guardian também menciona que documentos do Departamento de Estado, dirigido por Marco Rúbio, revelam o direcionamento de US$ 176,9 milhões (cerca de R$ 918 milhões) para 43 projetos com o intuito de promover a agenda do governo americano em várias nações. Entre as iniciativas, destaca-se um financiamento de US$ 5 milhões ao Reino Unido, focado em campanhas contrárias às leis de segurança online, que são consideradas pela administração Trump como formas de censura.
O maior beneficiário desse contexto de financiamento seria a Fundação Memorial de Vítimas do Comunismo, que possui ligações estreitas com a administração Trump e seria agraciada com US$ 40 milhões (cerca de R$ 207,6 milhões) para suas atividades. O Departamento de Estado dos EUA justificou essas ações como um esforço para apoiar aliados na defesa de direitos e princípios fundamentais, ao mesmo tempo que reforça a soberania dessas nações contra ameaças políticas.
A situação gera inquietação não só no Brasil, mas em outros países afetados por este tipo de interferência. A Agência Brasil tentou contato com a assessoria de imprensa do STF para apurar detalhes sobre essa nova revelação, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
Com informações de Agência Brasil.
