Investigação de atentado contra ativista boliviana avança com pedido de transparência
6 horas atrás
O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Rómer Saucedo, decidiu manter a investigação sobre o atentado sofrido pela advogada e ativista Nadia Beller sem sigilo. A medida, segundo Saucedo, visa garantir a transparência do processo e o acesso completo da vítima às informações relativas ao caso. Em declarações à imprensa, ele afirmou que Beller teria as garantias necessárias para acompanhar o inquérito.
O atentado ocorreu na última segunda-feira (17), quando Nadia foi atingida por disparos de dois motociclistas em Santa Cruz. A ativista, que se recupera em um hospital, acusou Fernando Cerimedo, conselheiro do presidente Rodrigo Paz e ex-estrategista de campanha, de ser o mandante do ataque. Cerimedo foi preso no Aeroporto Internacional Viru Viru quando tentava deixar o país e já reconheceu ter tido um relacionamento amoroso com Beller.
Em resposta à situação, o presidente Rodrigo Paz se comprometeu a garantir segurança para Nadia e pediu uma investigação rigorosa para elucidar o caso. O Ministério Público já antecipou que deve solicitar a prisão preventiva de Cerimedo por tentativa de feminicídio. A defesa do argentino, por sua vez, alega que ele é vítima de uma armação política.
Na sequência dos eventos, a atenção das autoridades se volta também para possíveis co-autores intelectuais do atentado. A crise envolvendo Nadia Beller ecoa além-fronteiras, considerando o histórico de Cerimedo em questões políticas no Brasil e suas controvérsias ligadas a alegações de fraude eleitoral.
Com informações de Agência Brasil.
