Levantamento aponta uso indevido de IA em campanhas eleitorais brasileiras
34 segundos atrás

Um estudo realizado pelo Observatório IA nas eleições, em parceria com a Data Privacy Brasil e o Aláfia Lab, revelou que quase 60% dos conteúdos políticos criados por inteligência artificial nas redes sociais entre janeiro e agosto de 2026 não informaram o uso da tecnologia, o que contraria as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisados 413 conteúdos, dos quais 250 foram classificados como sátira, direcionados a desqualificar políticos, enquanto 163 foram identificados como desinformação.
O relatório ressalta que a falta de sinalização sobre o uso da inteligência artificial levanta preocupações sobre o compartilhamento de conteúdos enganadores. O estudo aponta que a maior parte desses conteúdos foi publicada por contas anônimas, mas entre os candidatos, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) se destacou ao compartilhar 13 mensagens. Na sequência, o deputado Mário Frias (PL-SP) apareceu com 10 publicações.
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Entre os partidos, o PL se destacou como o que mais utilizou conteúdos gerados por IA sem a devida indicação, com 28 postagens, seguido pelo PT e PSDB, que compartilharam quatro e duas mensagens, respectivamente. O uso de técnicas de deepfake foi predominante, com 81% dos casos manipulando imagens ou vozes de figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o alvo mais frequente, com 112 publicações, enquanto Flávio Bolsonaro teve sua imagem ou voz manipulada em 57 ocasiões.
O uso de deepfake, que consiste em alterar de forma realista a imagem ou voz de uma pessoa, é proibido nas campanhas eleitorais, conforme as diretrizes do TSE, especialmente quando utilizado para propaganda eleitoral. A situação levanta questões sobre a responsabilidade das plataformas digitais em moderar esses conteúdos e alertar o público sobre o uso de tecnologia na produção de publicações.
Com informações de Agência Brasil.
