Mudanças climáticas: maior temor dos brasileiros supera desemprego e pandemia
16 segundos atrás

Uma nova pesquisa do Instituto Oyá, realizada em parceria com a Ipsos e intitulada 'Termômetro do Brasil', traz à tona um dado preocupante: 41% dos brasileiros consideram as mudanças climáticas a maior ameaça para o futuro. O levantamento, que ouviu 2 mil pessoas, revela que esse tema ultrapassa outras preocupações significativas, como a perda de emprego (32%), retrocesso na democracia (32%) e até mesmo a escassez de alimentos (30%). No entanto, quando os respondentes indicam suas preocupações imediatas, as mudanças climáticas caem para o nono lugar, com apenas 14% mencionando esse tema.
O estudo traça um quadro interessante, no qual o Brasil ocupa a 20ª posição em termos de preocupação com as mudanças climáticas, evidenciando uma semelhança no cenário global. Camila Kamilo, diretora executiva do Instituto Oyá, expressou preocupação com a desinformação prevalente no país. A pesquisa revelou que, em média, 78% das pessoas não conseguem distinguir entre notícias falsas e verdadeiras, uma questão alarmante, especialmente em um país que se aproxima de mais um ciclo eleitoral.
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Em um contexto onde a confiança nas instituições está em baixa, 65% dos brasileiros relataram desconfiança em relação aos governos, enquanto 67% confiam na tecnologia. A pesquisadora destaca que esse fenômeno da desconfiança pode levar a uma aceitação de informações não verificadas, o que é perigoso em tempos de crises sociais e ambientais. "O brasileiro não é negacionista, ele está desinformado", ressalta Kamilo, prevendo a necessidade de melhores políticas públicas e uma comunicação mais eficaz.
A pesquisa ainda mostrou que, apesar da desconfiança nas instituições, 45% da população acredita nas ONGs, ressaltando a importância de fortalecer essas organizações como fontes de informação confiável. Além disso, o estudo aponta que os eleitores brasileiros parecem distantes do engajamento político tradicional, com 39% demonstrando desinteresse em participar de campanhas ou partidos e 33% rejeitando a participação em protestos de rua. Esses dados revelam não apenas uma preocupação ambiental crescente, mas também um cenário social que requer atenção no que diz respeito ao engajamento da população e à veracidade das informações que circulam.
Com informações de Agência Brasil.
