Sindicatos intensificam pressão para votação da PEC 221 antes das eleições

8 horas atrás

Foto: Noe Aer / Pexels

As principais centrais sindicais do Brasil estão mobilizando esforços para persuadir os senadores a votarem a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que visa à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e ao fim da escala 6x1. O movimento, que começa neste fim de semana, busca garantir que a votação aconteça antes do primeiro turno das eleições de 2026. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, criticou o adiamento da votação e acusou o senador Davi Alcolumbre de ceder à pressão de empresários, afirmando que "os senadores vão trair o povo" ao postergar a proposta.

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As centrais sindicais estão programando uma série de ações, como panfletagens e mobilizações em redes sociais, com o intuito de intensificar a pressão sobre os parlamentares. Segundo Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a decisão de postergar a votação foi uma "surpresa negativa", destacando que mais de 70% da população é a favor da PEC. Para eles, a aprovação da proposta é uma questão de justiça social e qualidade de vida, já que permitirá mais tempo para os trabalhadores.

Em contrapartida, as confederações patronais têm se manifestado contra a proposta, alegando que ela poderá elevar os custos operacionais das empresas e impactar negativamente na economia. A Confederação Nacional do Comércio pediu que a votação seja adiada para um momento que permita uma análise mais criteriosa dos seus efeitos. Apesar das divergências, as centrais continuam a insistir na urgência da votação, com a expectativa de que o diálogo com Alcolumbre possa trazer resultados favoráveis antes das eleições.

Com informações de Agência Brasil.

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