Trump ameaça uso da força militar na América Latina durante discurso na ONU

17 segundos atrás

Foto: Jeffry Surianto / Pexels

Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um discurso de quase 40 minutos, no qual voltou a enfatizar a possibilidade de utilização da força militar na América Latina. “Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental”, declarou Trump, ressaltando que o poderio militar dos EUA seria empregado para garantir os interesses nacionais vitais do país.

O presidente americano não apenas se referiu à atuação dos EUA na Venezuela, mas também celebrou o que chamou de um “acordo” petroleiro com o governo interino de Delcy Rodríguez. Segundo Trump, “Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado”, numa avaliação que provocou reações negativas de especialistas, que criticam as ações da Casa Branca na região como intervenções impróprias. Recentemente, a Venezuela foi retirada da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005, após a retirada de acusações contra o presidente Nicolás Maduro.

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A retórica de Trump também incluiu comparações entre os cartéis de drogas latino-americanos e organizações terroristas como o ISIS. “Acionei as Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminá-los. Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental”, afirmou, o que suscitou preocupações sobre a possibilidade de uma maior intervenção militar americana no continente. Essa postura é defendida por dirigentes da atual administração, que advogam por ações mais contundentes contra o crime organizado na região.

Em resposta a essas declarações, a delegação de Cuba deixou o plenário da ONU em protesto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discursou logo antes de Trump, destacou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, referindo-se à necessidade de evitar ingerências externas na América Latina, especialmente devido à proximidade com a potência militar dos EUA.

Ao abordar o México, Trump mencionou sua relação com o governo de Claudia Sheinbaum, mas fez pressão ao afirmar que o país deve retomar o controle de seu território das mãos do narcotráfico. A presidenta mexicana, por sua vez, tem se posicionado contra quaisquer ações que considera uma ingerência nos assuntos internos do país, apresentando resistência a qualquer desculpa que possa justificar intervenções externas. Essas tensões refletem um cenário de crescente preocupação com a política externa dos EUA na região.

Com informações de Agência Brasil.

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