Trump critica governança global da IA e rejeita limitações ao desenvolvimento
40 segundos atrás

Na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma forte crítica às iniciativas internacionais voltadas para a regulação da Inteligência Artificial (IA). “Os Estados Unidos também rejeitam totalmente qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”, afirmou Trump, deixando claro seu descontentamento com as propostas que vêm sendo discutidas em foros como a ONU.
As divergências entre os Estados Unidos e a China sobre a governança da IA estão cada vez mais evidentes. Enquanto a política americana foca em construir "parceiros confiáveis" para supervisionar o avanço tecnológico, a China propõe um sistema aberto que permitiria a uma gama mais ampla de países participar da gestão da tecnologia. Esse embate reflete não apenas interesses econômicos, mas também uma luta de influência global. Estados Unidos e China lideram essa corrida, que pode definir o futuro econômico e tecnológico do mundo.
Ettore Arpini, especialista em governança de IA e fundador da organização Plures, ressaltou que a posição de Trump contrasta com outros países que buscam uma aliança para estabelecer um modelo multilateral e regulamentações internacionais. Para ele, o discurso do presidente americano pode deixar as empresas sem as salvaguardas necessárias.
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Ademais, Trump rechaçou a ideia de limitar o avanço da IA, afirmando que o país está na vanguarda desse desenvolvimento. “Quem controlar a tecnologia, será o ‘vencedor’ da nova revolução tecnológica,” ele declarou. Sua fala se insere em um momento em que líderes do setor tecnológico americano clamam por um ritmo mais moderado de desenvolvimento, para acompanhar os novos mecanismos de controle e segurança.Bolha no setorde tecnologia também é uma preocupação, segundo economistas que alertam sobre a possibilidade de uma crise financeira decorrente de investimentos excessivos sem retorno garantido.
Outra afirmação polêmica de Trump durante seu discurso foi a intenção de renomear a IA para "superinteligência". “Mudamos o nome porque o uso da palavra 'artificial' faz a inteligência parecer falsa”, ele disse. Arpini comentou que essa mudança de terminologia pode confundir o público e favorecer a narrativa de que os Estados Unidos lideram o setor. Para ele, o foco não deve estar na nomenclatura, mas nas capacidades reais e impactos que esses sistemas têm.
Em meio a essa corrida por controle e inovação, especialistas como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis destacam que o termo “inteligência” na IA é, muitas vezes, uma estratégia de marketing, que pode induzir a uma falsa percepção sobre as habilidades da tecnologia. O futuro da governança e da percepção pública em relação à IA está em jogo, em um cenário onde as potências buscam não apenas a liderança tecnológica, mas também a narrativa da superioridade diante de desafios globais.
Com informações de Agência Brasil.
