TST determina que 60% dos empregados da Caixa permaneçam em atividade durante greve
7 horas atrás

Uma decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabeleceu que 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal devem permanecer em atividade durante a greve iniciada no dia 10 de setembro. O ministro Maurício Godinho Delgado justificou essa medida ao afirmar que esse percentual é suficiente para assegurar o atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade, sem comprometer o direito de greve da categoria.
A Caixa Econômica, que já havia pedido ao TST a manutenção de 80% de seus funcionários em operação, alegou que os serviços essenciais, como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais, não poderiam ser interrompidos. O banco também expressou preocupações sobre a falta de consenso nas negociações referentes ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa. No entanto, o TST avaliou que 60% é um número adequado para manter o funcionamento das atividades essenciais.
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Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), destacou a importância do diálogo e reiterou que os trabalhadores já haviam solicitado a continuidade das discussões com a instituição financeira. "Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução. O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos", afirmou. O banco se manifestou por meio de um ofício enviado antes da decisão judicial.
Além de garantir a manutenção do atendimento, a decisão do TST também preserva o Acordo Coletivo de Trabalho, que vigora de setembro de 2024 a agosto de 2026, até o julgamento definitivo do dissídio coletivo, programado para a próxima terça-feira, 29 de setembro. O ministro Delgado negou restrições que pudessem inviabilizar o acesso dos usuários às agências, enfatizando a inexistência de indícios de excessos por parte dos grevistas durante as mobilizações.
Essa situação reflete a tensão entre a necessidade de serviços bancários essenciais e o direito dos trabalhadores de reivindicar melhorias em suas condições de trabalho, colocando a Caixa em uma posição delicada enquanto as negociações continuam.
Com informações de Agência Brasil.
